sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Há poucos dias do encerramento das atividades rondonistas

por Otavio Cezarini - Rio Maria/Pará


Há poucos dias do encerramento das atividades rondonistas os estudantes alocados em Rio Maria puderam descansar e ao mesmo tempo descobrir um pouco mais sobre a cidade do sul do Pará.

Ao longo do dia foram realizadas oficinas de artesanato, horta comunitária e inclusão digital, além de palestras de planejamento de tempo e finanças públicas.

No entanto, o dia dos rondonistas teve destaque no cinema. Junto à comunidade, o Cine Rondon (que já havia colocado em cartaz os filmes “Saneamento Básico” e “Narradores de Javé”) encerrou suas exibições com o filme infantil “Sem Florestas”. Mesmo com chuva as crianças apareceram e puderam conhecer ao mesmo tempo o que é o Projeto Rondon de um modo mais divertido.

Mas não foi só esta a sessão de cinema vista no dia 26. Ao final da noite a equipe teve um momento ilustre com uma personalidade da cidade. Luzia Canuto, filha de João Canuto, sindicalista assassinado na década de 80, aproveitou o momento para compartilhar a vida de seu pai e de tantos outros mortos pela luta de terras, incluindo a de Expedito Ribeiro de Souza (também sindicalista), pai de uma das cozinheiras dos rondonistas. A conversa foi precedida pelo documentário “Mulheres, Mães e Viúvas da Terra” que demarca nas terras de Rio Maria a sobrevivência da luta e da esperança contínua por justiça.

Hoje os tempos são outros, Rio Maria tem evoluído e o clima de paz vem se concretizando. Os rondonistas chegam neste rico universo de conquistas e perdas em 2011 quando estas mesmas divergências já não são tão acirradas. No entanto, o resgate histórico se faz importante não só para a informação dos universitários, mas sobretudo para que vidas como a de Canuto e Expedito possam fazer eco através dos tempos.

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