segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Professor da UEL participa de workshop internacional

O evento mostrou a técnicos africanos algumas iniciativas paranaenses que auxiliam o pequeno produtor agrícola


O professor Ricardo Ralisch, do Departamento de Agronomia da UEL, participou do Workshop “South-south learning journey”, iniciativa do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (IFAD) entre os dias 10 e 16 de julho de 2011 em cidades paranaenses. Segundo o professor, o workshop foi criado com intenção de criar uma rede de trabalho, uma network, entre os participantes para continuar o trabalho iniciado nestas oficinas. O grupo participante foi formado por 35 pessoas; sendo 20 técnicos dos países africanos Gana, Lesoto, Malawi, Mali, Mauritânia, Moçambique, Quênia Tanzânia e Zâmbia.

O workshop foi organizado pela Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha (FEBRAPDP), e contou com a participação direta do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER); Embrapa Cecat – estratégia e capacitação; Universidade Federal de Santa Maria (RS) e da Universidade Estadual de Londrina (UEL), representada pelo professor Ricardo Ralisch – que também exerce um cargo administrativo na FEBRAPDP.

De acordo com Ralisch, o Paraná foi o estado brasileiro escolhido pelos aspectos histórico e logístico, “O nosso estado tem uma experiência forte em agricultura familiar, foi aqui no Paraná que teve a origem do plantio direto. Além do fato de que iniciar e terminar o workshop em cidades que possuem aeroportos internacionais facilitou a organizar a participação dos estrangeiros”.

O grupo realizou oficinas nas cidades de Irati, Pato Branco, Coronel Vivida, Missal, Santa Helena e Foz do Iguaçu. As atividades foram diversas como visitas de campo a agricultores e as instalações de pólos tecnológicos e estações experimentais do IAPAR e da ITAIPU. Além da apresentação de iniciativas para o desenvolvimento da agricultura sustentável que deram certo no Paraná, como programas municipais e cooperativas de micro crédito e de comercialização de produtos.

O foco foi em apresentar técnicas paranaenses, principalmente o Sistema de Plantio Direto (SPD) e Rotação de Culturas. Mesmo já existindo diversos projetos que tentam introduzir o plantio direto na Africa, Ricardo Ralisch afirma que não se pode dizer que foram bem sucedidos. “Os motivos principais são diferenças de realidades climáticas, físicas e sociais da África para a realidade daqui”, diz.

Ricardo Ralisch ainda citou a importância de que seja feito um levantamento dos problemas de cada país para que se busque a solução correta para cada caso. “Eu conduzi esse workshop com a filosofia de que não adianta transferir a tecnologia brasileira para ser aplicada na África. O ideal é criar em alguns países da África, por meio desses projetos que existem lá, para se buscar alternativas para a solução de problemas específicos que eles enfrentam lá. Acreditamos que isso seja possível com essa network criada agora”, afirma o professor.

O trabalho realizado com os 20 técnicos de países africanos visou demonstrar a experiência paranaense, para que eles, em seus respectivos países e projetos, atuem na motivação da população. Segundo o professor Ralisch, “incutir nas pessoas essa sensação de que é possível mudar”.

Intercâmbio

Alguns africanos vêm para o Brasil para ser capacitar no Ensino Superior, na graduação e pós-graduação, como programas de mestrado e doutorado. Existem convênios entre o Brasil e países africanos por meio do Ministério de Relações Exteriores. Dentre o grupo que participou do workshop em julho, dois técnicos do Malawi já estão providenciando a vinda para Londrina no ano que vem para se capacitarem.

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