quinta-feira, 24 de abril de 2014

Jornada Universitária reuniu comunidade acadêmica para debater a Reforma Agrária



Na última quarta-feira (23/04), foi realizada na Universidade Estadual de Londrina (UEL) a “Jornada Universitária em defesa da Reforma Agrária”. O evento teve ações no início da tarde, no Restaurante Universitário, com Cantos do Campo e feira de livros. Em seguida, continuou no CLCH com a exposição de fotos “30 anos do MST”. Houve também uma apresentação cultural da “Juventude Circense do Assentamento li Vive”.

No início da noite, o grupo Semente de Angola chamou os estudantes para o evento com o Maracatu, “Marcha em Defesa da Reforma Agrária”, eles percorreram do CECA até o Anfiteatro Maior do CLCH, onde houve mais apresentações culturais que antecederam o debate em torno do tema “Lutar, construir Reforma Agrária”. Compuseram a mesa a Professora Eliane Tomiasi e a representante do MST, Cirlene Morais.

Segundo a Professora Adriana M. Farias, que coordenou o evento, a jornada tem por objetivo fazer com que a universidade manifeste seu apoio em defesa da Reforma Agrária. “Este apoio vem por meio não só de uma carta manifesta, mas também das ações efetivas que a universidade desenvolve junto aos acampamentos e assentamentos do MST, além da sua produção teórica e acadêmica”, ressaltou.

A palestra abordou as concepções e desafios da Reforma Agrária Popular. A professora Eliane Tomiase contribuiu com um conjunto histórico de pesquisa no âmbito da questão agrária e, ao seu lado, Cirlene Morais falou sobre a Reforma Agrária em como ela foi efetiva nos espaços dos assentamentos e acampamentos do MST.

Adriana informou que 50 universidades do país estão organizando a Jornada neste mês. “Hoje é o momento de fazer essa defesa em torno do ‘Abril Vermelho’, este ato é muito importante para as relações sociais das universidades com o MST”, acrescentou.


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