segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Extensão da UEL atende comunidade de Londrina e região

Jornal de Londrina

Atividade proporciona troca de conhecimento, que retroalimenta a universidade e melhora ensino e pesquisa. Simpósio mostra trabalhos desenvolvidos na instituição

A extensão universitária é comumente apresentada como parte de um tripé, base da vida acadêmica. As outras duas partes são o ensino e a pesquisa. É mais que isso. O Plano Nacional de Extensão define o termo como prática que interliga a universidade nas suas atividades de ensino e pesquisa com as demandas da população. Cristiane de Conti Medina, diretora de Relações Institucionais da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), explica que o papel da extensão não é só levar conhecimento à população, mas promover a troca de saberes envolvendo alunos, professores e funcionários da universidade, que levam, sim, o conhecimento à sociedade, mas mais que isso, eles trazem o saber popular para retroalimentar a universidade, melhorando o ensino e a pesquisa. A extensão nunca está, de acordo com Cristiane de Conti, dissociada do ensino e da pesquisa.

Nos últimos dois dias, a Proex pode mostrar 218 trabalhos de extensão conduzidos por alunos da UEL que têm enorme impacto em Londrina e em toda a região. Estiveram envolvidos no 3º Simpósio de Extensão da UEL (Extenso), realizado na quarta e quinta-feira no Laboratório Escola de Pós Graduação (Labesc), cerca de 250 alunos, entre expositores e ouvintes. Eles irão reproduzir esse conhecimento nas comunidades e escolas das cidades da região.

As atividades extensionistas mais conhecidas proporcionadas pela UEL estão na área da Educação, Saúde e Justiça, como a Clínica Odontológica do Bebê e o Escritório de Assuntos Jurídicos. No entanto, há dezenas de atividades nas outras áreas temáticas: Comunicação; Cultura; Direitos Humanos (junto com Justiça); Meio Ambiente; Trabalho e Tecnologia e Produção.

Aluno do segundo ano do curso de Ciência da Computação, John Wilder Acosta da Silva foi um dos alunos que apresentaram, junto com colegas, sua experiência na extensão. “Nós apresentamos um projeto de inclusão digital que atende cidades da região. O objetivo é levar conhecimento de informática a crianças e adultos que ainda têm informações insuficientes para sua inserção no mercado de trabalho. Nós vamos a várias cidades e escolas, treinando crianças e professores para inseri-los no mundo da tecnologia. Eles, por sua vez, irão reproduzir esse conhecimento nas comunidades. É um trabalho gostoso de fazer e também gostei muito das atividades aqui no simpósio”, disse John.

1,2 mil bolsistas atuam na Extensão

A diretora de Relações Institucionais da Pró-Reitoria de Extensão da UEL, Cristiane de Conti Medina lembra que são muitos os projetos de extensão existentes e eles estão aumentando. Nesta semana, por exemplo, o programa Universidade Sem Fronteiras, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, aprovou mais uma lista de projetos da UEL. Entre eles está o projeto Escalda Pés, que funcionará no Hospital de Clínicas, atendendo grávidas e pessoas com problemas de inchaço nos pés. Questionada sobre projetos menos conhecidos, a diretora da Proex citou um desenvolvido em assentamentos rurais. “É um trabalho que não está restrito à parte agrícola, mas também trabalha na formação de educadores no campo. Há o pessoal que trabalha com geração de renda, o projeto de apoio a idosos. São muitos, em todas as áreas.”

Ao todo são 1,2 mil alunos bolsistas trabalhando na Extensão da UEL, mas o número de envolvidos na atividade passa de 2 mil. Cristiane conta que a população procura a universidade em busca da extensão. “Um exemplo foi um pessoal de Santa Mariana, que tem uma cachaçaria e veio em busca de melhoria na qualidade do seu produto. Outra demanda recente foi da Associação do Saltinho, que veio pedir atividades culturais na região do Cafezal.”

A diretora da Proex explica que toda semana um projeto recebe destaque no site da pró-reitoria (http://www.uel.br/proex/). “A comunidade pode estar certa que a universidade está completamente aberta para receber suas demandas e mostrar os projetos que já podemos oferecer.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário