segunda-feira, 21 de março de 2016

Sucesso em aprovações no vestibular refletem qualidade de ensino do CEPV-UEL

Empenho, disciplina e dedicação são características que não faltam, quando se trata de falar sobre os instrutores do Curso Especial Pré-Vestibular da UEL (CEPV).Para relatar um pouco sobre como é a rotina de um estudante da Universidade, que atua em suas horas vagas como instrutor de cursinho, convidamos três integrantes da equipe, são eles: Caio Vitor, Jonas Passos e Ricardo Rafalski.


 Da esquerda para direita: Caio, Jonas e Ricardo, instrutores entrevistados.

Em um universo tão repleto de informações e surpresas que nos envolvem constantemente,se empenhar nos estudos para posteriormente transmitir um ensino com excelência àqueles que precisam absorver tantos conteúdos, é o desafio que estes instrutores enfrentam a cada dia. Essa prática pode ser considerada como uma aventura instigante e apaixonante.

Para eles, essa experiência vai além das quatro paredes da sala de aula. “Nossas atividades aqui vão além de dar aula. Tem um período que ficamos aqui para dar permanência com os alunos que vem nos consultar, por exemplo, se ainda existir alguma dúvida sobre o conteúdo, além de atividades extras. Então, nossas atividades vão muito além das 20h semanais. Além das aulas, temos atividades como aulas de obras literárias, o Construindo Gêneros, orientação profissional também, então são várias outras atividades que não são apenas dar aula. Considero que isso também é um ponto ímpar do nosso cursinho, pois acaba favorecendo o aluno” – Caio.

Os personagens com quem se deparam são dos mais diversos, cada aluno para eles é considerado como um indivíduo fundamental para a excelência de seu trabalho. O processo de preparação dos alunos é uma caminhada árdua, que requer muita energia e dedicação. Quando comparados como agentes de um sonho, é evidente o sentimento de satisfação, gratidão e dever cumprido que é transmitido por cada um. “Nos sentimos como parte de um sonho coletivo, não como principais responsáveis pela concretização deles. O que sempre falamos para o aluno é que o mérito é todo dele, porque consideramos os resultados como  60% sendo o empenho do aluno, 20%  o professor e 20%  o material, então a parte maior é correspondente a ele. Com certeza é isso que vai levar o aluno a, posteriormente, ser um engenheiro, um professor, um médico... Quando após algum tempo, encontramos essa pessoa atuando no mercado de trabalho, é uma experiência muito gratificante, não só por ter feito parte dessa construção, mas por ver ela crescendo na vida” – Jonas.

Estes instrutores não se limitam a apenas aplicar conteúdos para os alunos, eles trabalham no desenvolvimento da disciplina pessoal dos alunos quanto aos estudos. “Estamos sempre batendo nessa tecla em não ficar só nos conteúdos, a gente está sempre pegando no pé deles falando: olha, o seu gosto tem que ser pelo aprendizado! Influenciamos eles a pensar que não é saudável que fiquem selecionando as matérias com uma visão preconceituosa. Nós passamos para eles que precisam sempre estar de mente aberta às outras coisas. Todas as disciplinas se completam” - Ricardo. 

Deve-se levar em conta que os instrutores são alunos da Universidade, e conciliar essas duas atividades não é algo tão fácil. Isso requer muito tempo e força de vontade. As aulas ministradas são em período de contra turno com as aulas de seus cursos de graduação. Como foi dito durante a entrevista: “temos que nos virar para vir pra cá!”. A maioria desses alunos não exerce a atividade de Instrutor só em busca de um bom retorno financeiro, até por que o valor que recebem - tendo em vista o tamanho esforço que é exigido - acaba se tornando um valor simbólico. Diante qualquer situação eles continuam encarando os desafios de frente, não se intimidando. Para eles o mais importante é a contribuição que eles terão na vida de seus alunos e também no seu crescimento profissional.

“Mas, apesar dos empecilhos,nós fazemos porque gostamos de estar aqui mesmo. Sabemos da importância não só pra nós enquanto profissionais, mas também para o aluno, em estar proporcionando esse estudo para ele.E eu acho que quem está aqui hoje é porque gosta, e quer ajudar mesmo.” -Caio.

O trabalho realizado no cursinho por toda a equipe é como se fosse uma grande engrenagem, todos devem caminhar juntos, ouvindo uns aos outros, estando sempre abertos a críticas e sugestões. O trabalho desses instrutores é acompanhado por pedagogas que os ajudam em seus métodos didáticos.

Instrutores juntamente com Rita e Darlot coordenadores responsáveis do CEPV.

“Estou aqui há um tempo já, esse é meu sexto ano lecionando no cursinho da UEL. E assim como os demais, acredito que, sempre foi muito gratificante, não só no contato com o aluno, mas o contato mútuo com os instrutores também; são ciclos que estabelecemos aqui. São muitas pessoas que entram e muitas que saem, alguns tem uma entrada mais tímida e depois acabam desempenhando suas atividades de maneira regular em um ou dois anos... Mas, tem outros que ficam até mais de dois anos como no meu caso, e no caso de mais instrutores, como a Débora, Francisco, Diego e outros... E é muito gratificante não só com os alunos, mas também com a equipe aqui; a equipe que se faz presente aqui é uma equipe que a gente não vê fora no campo de trabalho, sabe?! Não só no aspecto da idade, mas no aspecto do trabalho em si, que é um trabalho diferenciado” - Jonas.

O ano de 2015 foi marcado por uma greve geral, que acabou interferindo no desenvolver de atividades. A maior perda nessa greve foi quanto ao número de alunos que acabaram se desestimulando e ficaram pelo caminho. Apesar dessas barreiras que surgiram, o resultado final foi muito satisfatório. Foram 182 alunos aprovados em 38 cursos de graduação da UEL, sem contar outros alunos que entram em Universidades pelo SISU e PROUNI. Acredita-se que o número de aprovados irá além dos 182 alunos. Esse resultado foi o melhor do CEPV nos últimos anos.

“O que sentimos é uma sensação de dever cumprido. Se tivesse um aprovado já iria ter valido a pena, pela dificuldade que passamos. Mas, é mérito também dos alunos que, mesmo com todos esses apesares, continuaram e conseguimos aprovar um número relevante” Caio.

Quando perguntamos se a vontade deles é de continuar lecionando, eles não hesitam em dizer que sim. “Conseguir essa vaga de instrutor do cursinho não é algo tão fácil assim. Eu tentei três vezes, o Jonas quatro e depois que você consegue, é algo que você não quer largar” Caio.

Estes são profissionais que precisam ser constantemente reconhecidos, pois, apesar de ainda serem alunos da Universidade, eles têm papel fundamental na vida de muitos jovens que querem ingressar na carreira acadêmica. As expectativas para 2016 são as melhores possíveis e eles esperam que os alunos venham com empenho total e muita força de vontade para absorver o máximo de conteúdo possível! 

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