sexta-feira, 15 de abril de 2016

Projeto oferece oficina para professores e gestores de escolas indígenas do norte do Paraná

O projeto de extensão “Currículo, bilinguismo e formação continuada de professores e gestores de escolas indígenas do norte do Paraná”, coordenado pelo professor Wagner Roberto do Amaral, do Departamento de Serviço Social da UEL, ofereceu nesta quinta-feira (14), uma oficina para professores e gestores de nove escolas indígenas norte do Paraná.

Professores indígenas se reúnem em oficina de formação na UEL
Segundo Wagner, o objetivo do projeto é formar uma rede que contribua na formação continuada de professores indígenas, intercambiar experiências, pensar propostas pedagógicas e refletir sobre os desafios de dar aula em escolas indígenas. Assim, a oficina garante um espaço de encontro e fortalecimento desses professores.

O projeto surgiu em 2013, em parceria com o Universidade Sem Fronteiras, quando a Comissão Universidade para os Índios (CUIA) percebeu uma demanda dos próprios estudantes indígenas. “Essa primeira etapa foi para elaboração de um diagnóstico, nós fomos a cada terra indígena recolhendo informações”.

Professor Wagner Roberto do Amaral, coordenador do projeto
O projeto é da UEL, mas também reúne discentes da UEM e da UENP, que ao mesmo tempo em que são estudantes no ensino superior de cursos de licenciatura, também são professores em comunidades indígenas e procuram aperfeiçoamento.

O professor recém formado em sociologia e bolsista do projeto, Murilo Pessoa, afirma que discutir o bilinguismo nas escolas indígenas é essencial. “A partir da minha vivência no projeto eu percebi a necessidade de você empoderar os professores indígenas dentro das escolas localizadas dentro das aldeias. Porque tem muito professor branco nas escolas indígenas, então essas escolas acabam não tendo tanto a cara da aldeia em que ela está inserida, então o projeto veio para valorizar o professor indígena e fazer esse serviço de formação continuada.”

Damaris Kañinsãh vive na Terra Indígena Apucaraninha. Ela é formada em Letras pela UEL e participa dos encontros promovidos pelo projeto. Para Damaris, a oficina contribui para a troca de conhecimentos. “Aqui temos contato com experiências de outras aldeias, vamos compartilhando essa vivência e trabalhamos em cima disso”.
O projeto prevê mais cinco oficinas, uma por mês de maio a julho e um encontro regional maior em agosto. A quinta oficina será em setembro e tem o objetivo de sistematizar os encaminhamentos discutidos nos encontros anteriores.

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