quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Novo projeto de extensão oferece amparo psicológico às vitimas de crimes e a seus familiares

A iniciativa, inédita em Londrina, pretende contribuir para a organização de um serviço permanente no município

O Departamento de Psicologia Social e Institucional da UEL está com inscrições abertas para atendimentos psicológicos oferecidos pelo novo projeto de extensão “Cuida de mim: amparo às vítimas de crimes e seus familiares”. O objetivo do projeto é dar acolhimento e atenção psicológica para os familiares e vítimas de crimes como agressões, assaltos e tentativa de homicídio, proporcionando um espaço para que participantes falem abertamente sobre as situações traumáticas que passaram e exponham seus sentimentos.

Solange Maria Mezzaroba, coordenadora do projeto, explica que após uma pessoa sofrer algum tipo de violação pessoal ou patrimonial ela pode desenvolver vários problemas psicológicos como fobias sociais, agorafobia (medo de lugares e situações que possam desencadear pânico, sensação de impotência ou constrangimento), medo de se expor ou andar pela cidade e síndrome do pânico. Segundo ela, essas vítimas geralmente não recebem uma atenção específica do Estado nesse sentido. “Quando um agressor é pego, as medidas judiciais que são tomadas dizem respeito somente a ele. A resposta judiciária muitas vezes não é o suficiente para as vítimas. Pensando no apoio e no atendimento a essas vítimas foi que elaboramos esse projeto”. A coordenadora também destaca a importância do atendimento aos familiares “quando a vítima vem a falecer fica todo aquele sentimento de tristeza com a família”.

Os atendimentos serão concentrados em seis encontros, realizados quinzenalmente, com grupos de até 10 pessoas. Esse espaço de tempo é para possibilitar que mais pessoas sejam atendidas. “Se fossemos fazer um trabalho dentro da terapia tradicional levaria mais de um ano com um grupo. Quando identificarmos uma necessidade ou uma complicação psicológica maior, nós vamos indicar um atendimento terapêutico”, explica Mezzaroba.

A coordenadora também ressalta que o projeto é uma iniciativa inédita em Londrina: “já existe atendimentos junto à Vara Maria da Penha e à Vara da Criança e do Adolescente que atendem vitimas de abuso sexual, mas não se tem um trabalho dessa natureza com vítimas de outros crimes. Em outras cidades, já existe o núcleo de apoio a essas vítimas com assistência psicológica, jurídica e social. Aqui nós estamos começando com a psicologia”.

Os atendimentos serão realizados às terças-feiras, às 18h, nos Fórum de Londrina. Os interessados podem entrar em contato com o Departamento de Psicologia Social e Institucional pelo telefone 3371-4487.


Coordenadora do projeto defende o acolhimento e a atenção psicológica para as vítimas de crimes e a seus familiares

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