terça-feira, 4 de outubro de 2016

Projeto de extensão ajuda a melhorar a educação básica em Londrina

Escola que tinha baixo IDEB fica acima da média do município. O resultado é reflexo das atividades do projeto Museu Itinerante de Ciências, em conjunto com demais ações pedagógicas

Um dos objetivos do projeto de extensão Museu Itinerante de Ciências (MIC), coordenado pela professora Eliana Silicz, do Departamento de Química da UEL, é levar o conhecimento sobre Química e Física para escolas de nível fundamental e médio com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). O indicador leva em conta a taxa de rendimento escolar e as médias de desempenho nos exames aplicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

Ativo desde 2014, o projeto já vem apresentando vários resultados positivos. Um deles é notado no Colégio Estadual Tsuru Oguido, localizado na Zona Oeste de Londrina. Em 2013, ano da última avaliação do IDEB, o colégio apresentou uma média de 2.4, considerada um alerta na qualidade do ensino. Por conta disso, a instituição foi uma das escolhidas para receber as atividades do MIC.
O projeto de extensão contribuiu para enfrentar o que Nelson Lopes, o diretor da escola, acredita ser o maior desafio durante o aprendizado: o interesse dos estudantes. “A prática é muito importante para chamar a atenção dos alunos. O problema deles é ficar só no quadro e no giz”, declara.

Além das ações do MIC, os educadores e a direção do colégio também tomaram outras medidas para melhorar o nível do ensino. O colégio passou a aplicar simulados da Prova Brasil – que é um dos exames utilizados pelo INEP –, promover semanas culturais e ações para evitar a evasão escolar – outro fator que também é avaliado pelo IDEB.

O reflexo dessa parceria entre a escola e as ações do projeto de extensão garantiu ao colégio Tsuru Oguido um índice de 4,9 no IDEB de 2015, ficando acima da média das escolas estaduais de Londrina, que foi de 4,3. O colégio, no entanto, não atingiu a meta projetada, que era de 5.0. O objetivo agora é atingir a meta de 5.2, projetada para 2017.

Outros resultados - A coordenadora do MIC destaca que os projetos de extensão também são uma forma de incentivar o ingresso no ensino superior, além de quebrar o paradigma dos alunos das escolas de periferias que, muitas vezes, não acreditam que conseguem entrar em uma universidade pública. “Eles podem até passar por dentro do campus, mas sentem certo receio. Mas quando eles vão lá pela primeira vez levados por um projeto, ou mesmo quando nós vínhamos aqui, eles se sentem seguros e interessados pelos cursos. E nisso a gente vê o quanto os projetos aproximam a universidade da escola e comunidade”, completa Willian Kodama, recém formado em química e ex-integrante do projeto.



Da esquerda para direita: Willian Kodama, ex-participante do projeto; Nelson Lopes, diretor da escola; Anselma Regina Livorato, professora de química e Eliana Silicz, coordenadora do projeto





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